ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA ANTONIO GONZAGA
PROJETO “ACERVO PEDAGÓGICO PARA O ENSINO SOBRE A GUERRA DO CONTESTADO” ARTE E EMOÇÃO NA TRANSPOSIÇÃO DA HISTÓRIA CONTADA PARA A ARTE FIGURATIVA - 40 quadros pintados com tinta a óleo representando cenas inéditas sobre o cotidiano da época da Guerra do Contestado; a arte da tela adquirindo vida com as respectivas cenas dos quadros representadas em cenários reais por meio de objetos antigos e alunos da escola. PORTO UNIÃO – SC 2012 Os quadros aqui projetados representam traços de almas e retratos de vidas. São uma homenagem à todos aqueles que faleceram durante a Guerra do Contestado, buscando uma vida mais justa para todos. |
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JUSTIFICATIVA No dia 23 de novembro de 2011, foi realizado no Núcleo Universitário de Porto União o lançamento do Projeto Contestado: Desvendando os 100 anos da Guerra. A Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga (SC) teve representatividade no evento apresentando 08 (oito) quadros alusivos à Guerra do Contestado, evidenciando o papel da mulher guerreira da época. No lançamento do Projeto Contestado, o evento contou com a presença das seguintes autoridades: professora Clarice Gaudêncio, assessora da Vice-reitoria, representando também o reitor da Universidade, professor José Alceu Valério, Dayse Paludo assessora do Deputado Pedro Uczai, professor Otto Robert Lessing coordenador do núcleo Universitário de Porto União, representando também o pró-reitor do campus Universitário de Canoinhas, professor Argos Gumbowsky, prefeito municipal de Porto União Renato Stasiak e o diretor Administrativo Celso Pinto Cordeiro representando o prefeito municipal de União da Vitória Carlos Alberto Jung, além de acadêmicos e docentes do núcleo. O Professor Otto, em nome do pró-reitor fez o uso da palavra e declarou aberto o Seminário de lançamento do Projeto dos 100 anos do Contestado, logo em seguida os professores: Almir Rosa de política, Teresinha Wolf de educação, professor Eloi Tonon de religião e Joaquim Osório Ribas de economia realizaram um debate acerca da temática “ Os 100 anos do Contestado e as perspectivas de desenvolvimento para a região”. Para finalizar a professora Clarice Gaudêncio apresentou a todos os presentes o Projeto Contestado: Desvendando os 100 anos da Guerra. As fotos acima mostram (a) a abertura do evento, (b) os corredores da UnC – Porto União com a exposição coordenada pela amiga da escola, a artista Mariana Martinnely, (c-d-e) a composição da mesa, (f) o mestre de cerimônia Aloísio Witiuk, a professora Nadia Maria Maltauro Ayub representando a E.E.B.Antonio Gonzaga e a artista Mariana Martinnely – autora e instrutora de arte junto aos alunos. No dia 24 de novembro de 2011 a Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga (SC) teve representatividade na exposição alusiva à Guerra do Contestado na Universidade do Contestado em Canoinhas (SC). Novamente evidenciando o papel da mulher guerreira da época do Contestado as fotos abaixam descrevem o intuito de cada obra: Homenagem a Maria Rosa – jovem que liderava as guerrilhas Homenagem a Chica Pelego – cuidava dos feridos e doentes Homenagem a Ana Paes – costurava e bordava as bandeiras dos fanáticos Demonstração da crueldade – incêndio e matança de gente Painéis com registros históricos da Guerra do Contestado Painéis com registros históricos da Guerra do Contestado Praticar “arte” não significa nascer artista, mas significa querer, sonhar e ter oportunidade. Todas as pessoas são capazes, desde que se emocionem. A nossa região pode ser considerada um berço cultural para representação artística, desde a sua história aos recursos naturais existentes. Pode-se levar os alunos da Educação Básica ao desenvolvimento da sensibilidade artística, construindo trabalhos relacionados desde a colonização até as condições atuais de progresso. É importante que os estudantes observem um determinado tema, admirem, comentem, coloquem-se no lugar do outro e realizem a comparação entre o passado e o presente. É neste ponto que a “arte” pode emocionar, para que por meio do desenvolvimento do senso crítico durante as comparações realizadas, desabroche a consciência, para que sejam agentes atuantes e participativos num futuro melhor para todos. OBJETIVO GERAL Visto que a Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga de Porto União – SC já tem uma caminhada iniciada em direção às comemorações alusivas aos 100 anos do Contestado, este projeto tem vistas à criação de 40 quadros pintados com tinta a óleo com cenas inéditas sobre o cotidiano da época da Guerra do Contestado. O que se pretende é elaborar um acervo pedagógico para o ensino sobre a Guerra do Contestado, com arte e emoção na transposição da história contada para a arte figurativa. O inédito deste trabalho está no fato de a arte da tela adquirir vida com as respectivas cenas dos quadros representadas em cenários reais por meio de objetos antigos e alunos da escola. Num conjunto de quarenta trabalhos, em óleo sobre tela e em grandes dimensões, a artista Mariana Martinelli ilustrará a história bélica do Contestado, palco de sangrentos combates ocorridos entre 1912-1916 na região do Planalto Catarinense, tendo como causas principais: sentimento de revolta e desamparo do caboclo, abandonado à sua própria sorte, desassistindo de qualquer ação governamental, contando apenas com suas crenças, sua coragem e espírito de luta na defesa de seus direitos; expulsão dos posseiros de suas terras pela "Brasil Railway Co." (construtora da Estrada de Ferro São Paulo - Rio Grande) e de sua subsidiária, a "Southern Brasil Lumber & Colonization Co." (com atuação na exploração de reservas florestais e exportação de madeira); a questão de limites entre Paraná e Santa Catarina, envolvendo a disputa de uma área de 47.820 Km2; movimento messiânico de grandes proporções alicerçado no misticismo caboclo e fortalecido pelas pregações, curas e promessas dos "monges"; organização social do planalto. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Impulsionar a comunidade para que a Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga seja a primeira escola a promover o resgate documental, a revisão histórica da Guerra do Contestado e a identificação do Homem do Contestado - caboclo, através de um grande projeto histórico-cultural que reúna depoimentos de historiadores, sociólogos, pesquisadores, folcloristas, músicos e artistas. · Orientar a comunidade escolar sobre como colocar na tela, a pintura do expressionismo místico marcante, as paisagens, os costumes e tradições, a índole guerreira e a fé pura do homem do Contestado. · Este trabalho permitirá que os alunos da Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga e da região de Porto União da Vitória (Médio Iguaçu) conheçam a História da Guerra do Contestado por meio do registro artístico de retratos de vidas. · As etapas da evolução e desenvolvimento da região de Porto União da Vitória (Médio Iguaçu) serão representadas por meio do talento artístico dos estudantes. · O principal desafio será possibilitar aos estudantes a oportunidade de perceber que a arte é inerente à vida, ou seja, mesmo quando se pensa que não se é capaz de realizar algo, pode acontecer o contrário, desde que haja o incentivo, apoio e afetividade no ato de ensinar. A valorização do ser humano é o preceito principal da escola. · Coletar objetos antigos utilizados na época da Guerra do Contestado (chaleiras, bules, talheres, celas, facas, facões, espadas, armas de fogo, bolsas para munição, canhões, utensílios domésticos e outros). Tais objetos serão representados nas telas e também utilizados em período de exposições, compondo cenários vivos, reais, saídos da tela. · Criar 40 (quarenta obras de arte) – tela e tinta a óleo – mostrando cenas sobre o episódio da Guerra do Contestado, criadas pela amiga da escola Mariana Martinelly, com a participação de educandos envolvidos no projeto. · Representar por meio de corte e costura os trajes das pessoas que estão nos quadros, para que possam ser vestidos por educandos no período de composição dos cenários que estão representados nas obras de arte. · Os principais temas que serão representados nas obras de arte são os seguintes: retratos de vida da geração matuta que provocou o Contestado”, índios xoklengs e kaigangs, antigos caboclos (miscigenação de portugueses, espanhóis, kaigangs e xoklengs), ferrovia, fazendeiros, detentores de sesmarias, religiosidade (messianismo, misticismo e fanatismo), gaúchos, imigrantes (norte-americanos, ingleses, franceses, portugueses, espanhóis, suíços, austríacos, holandeses, russos, austríacos, poloneses, ucranianos, alemães, sírios, libaneses, africanos, ciganos, japoneses), integrantes de bugreiros, caçadores de índios, combatentes da Guerra do Paraguai, desertores das tropas da Revolução Federalista, coronéis e bendegós. · Construir um projeto estudantil para alunos da Educação Básica que lhes proporcione orgulho, alegria e sentimentos, ao retratar os problemas sociais referentes à nossa colonização e consequentemente à ecologia local. · Realizar exposições para valorizar a comunidade. · Participar de exposições abertas à visitação com as obras de arte realizadas com a participação dos alunos da escola. · Organizar um panfleto de divulgação sobre o andamento das atividades e registro fotográfico do(a) aluno(a) em processo criativo, apontando o “passo a passo” da produção. · Organizar um acervo bibliográfico que revele os(as) artistas surpreendentes que compõem o universo de estudantes da Escola de Educação Básica Antonio Gonzaga no ano 2012. METODOLOGIA Por meio de um projeto específico reunir os alunos e durante 15 minutos, contar uma história, poema ou lenda sobre o Contestado. Conversar, ouvir as falas dos alunos, debater sobre os comentários realizados, e permitir que o imaginário de cada um ilustre a história contada. Desenhar com grafite em papel para desenho todos os detalhes que forem comentados durante o debate. Pintar o quadro criado em tela e tinta a óleo. Montar o cenário criado no quadro utilizando os mesmos objetos e trajes que estão no quadro. No momento da exposição do quadro, exibir conjuntamente o cenários e educandos vestidos a rigor. MATERIAL NECESSÁRIO
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